terça-feira, 22 de julho de 2008

Rondônia - Turismo Verde na Amazônia

Uma variedade de paisagens naturais aguarda o ecoturista em Rondônia. Percorrer seus rios é travar contato com a Amazônia mais profunda dos iguapós e lagos, dos seringueros, castanheiros, castanheiros e pescadores. E também com as ruínas da saga da estrada de ferro madeira-mamoré. O estado de Rondônia selecionou, para compor seu pólo de ecoturismo, os vales dos rios Guaporé, Mamoré e Madeira, perfazendo um corredor de belezas naturais que percorre desde o sul do estado até a capital, Porto Velho. Em sua maior parte, o pólo abrange a mais bem preservada e menos povoada região do estado, coberta por florestas e áreas inundáveis, situadas na fronteira com a Bolívia. De sul para o norte, o pólo se estende por cinco municípios: Cabixi, Pimenteiras, Costa Marques, Guajará-Mirim e Porto Velho, capital e portão de entrada do estado. Partindo de Porto Velho, descendo o rio Madeira, se chega à Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, um dos mais belos lagos da Amazônia. É uma região repleta de igarapés, que atravessam campos e florestas inundadas - os igapós -, onde se concentra a fauna da região, especialmente aves aquáticas, jacarés e peixes como o pirarucu, o maior da Amazônia. A diversidade de ambientes naturais e a diversidade de espécies fazem do Cuniã um lugar ideal para a observação de aves e da fauna em geral. O rio Guaporé, cujos contornos formam parte da fronteira Brasil-Bolívia. Entre as cidades de Pimenteiras, ao sul do estado, e Costa Marques, o Guaporé forma ecossistemas inundáveis, semelhantes ao pantanal, entremeados por canais e lagos. Essa região, de alta concentração biológica, está protegida pelos Parques Estaduais de Guajará Mirim, Serra dos Reis e Corumbiara, Reservas Extrativistas, pela Reserva Biológica do Guaporé e, no lado boliviano, pelo Parque Nacional Noel Kempf Mercado. É neste trecho que estão os grandes atrativos do pólo, também com grande potencial para a pesca esportiva. Localizada às margens do rio Guaporé, a dois quilômetros de Costa Marques, a Reserva Extrativista de Curralinho tem como ecossistema principal o chamado “pantanal do Guaporé”, que abriga fauna de grande porte abundante, incluindo espécies ameaçadas de extinção. A reserva conta com um centro de visitantes oferece trilhas pela floresta até os muitos lagos de seu interior, onde é possível avistar macacos e aves da região. Subindo o Guaporé, em direção ao centro de seu pantanal, está outra reserva extrativista, a de Pedras Negras, com lagos, igapós, baías e matas repletas de castanheiras e animais de grande porte. Passeios de barco pelas trilhas na mata e pelos igarapés e a convivência com os moradores das reservas são atrativos adicionais para os visitantes. Próximo a Pimenteiras, no lado boliviano, está o Parque Nacional Noel Kempf Mercado, uma das maiores unidades de conservação das Américas, com 1,6 milhões de hectares. Integrante do Corredor Ecológico Binacional Guaporé-Mamoré-Itenez, o parque é reconhecido internacionalmente por sua biodiversidade – já foram catalogadas 630 espécies de aves em seu interior – e atrai turistas interessados em avistar a fauna e flora exuberantes. Além dos atrativos naturais, o pólo de Rondônia apresenta atrativos culturais e históricos, entre os quais se destaca a o Real Forte Príncipe da Beira e a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construída no final do século 19, suas ruínas estão distribuídas entre os municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho, num trecho em que os rios Mamoré e Madeira são encachoeirados, impedindo a navegação. Estações, armazéns, maquinário e cerca de 60 locomotivas a vapor, incluindo uma das mais antigas da América do Sul, datada de 1879, são testemunhos do ciclo da borracha na região. Como chegar Portão de entrada do pólo, Porto Velho conta com um aeroporto internacional, que recebe jatos comerciais. A duração do vôo entre Brasília e a capital de Rondônia é de aproximadamente três horas. A capital é o ponto de saída para Costa Marques e para o Lago do Cuniã, que está a duas horas de barco pelo rio Madeira. Vilhena, cidade localizada no sul do estado, está ligada ao resto do país pela BR-364 e é dá acesso por terra aos municípios de Pimenteiras e Cabixi, próximos ao Pantanal do Guaporé. Fonte: MMA (Ministério do Meio Ambiente)

Brasil está no comando mundial das ações dos países mais ricos em biodiversidade

O Brasil já começa a definir quais ações serão adotadas como presidente do Grupo de Países Megadiversos Afins. Criado em 1992, a articulação reúne as 17 nações mais ricas no mundo em biodiversidade e tem o objetivo de atuar em defesa dos interesses comuns destes países em fóruns internacionais sobre o tema. O mandato de dois anos foi definido durante a 9ª Conferência das Partes (COP-9) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, realizada em maio passado, em Bonn, na Alemanha. México, Índia e Kênia foram os presidentes anteriores. A função de quem está no comando é a costura política e técnica entre os componentes do grupo.O diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, afirmou que a estratégia deve estar delineada nos próximos meses. Nesse momento, de acordo com ele, o principal desafio é fazer andar as negociações em torno da criação de um regime internacional sobre Acesso e Repartição de Benefícios (ABS). "O esforço do momento é influenciar nas negociações para que os interesses dos países ricos em biodiversidade sejam adequadamente refletidos nesse regime", explica. A expectativa é de que as negociações estejam concluídas até 2010 para adoção na COP-10, em Nagóia, no Japão.O regime internacional tem como objetivo a distribuição justa e eqüitativa dos lucros obtidos com a exploração da biodiversidade e do conhecimento de populações indígenas e tradicionais. O mecanismo está previsto na Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada na Cúpula Mundial sobre Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Rio-92).Países - Um dos pontos positivos dessa articulação dos megadiversos é o fato de ela ser pluri-regional e estar integrada pelos países mais atuantes de três continentes - América, África e Ásia. Tradicionalmente, as questões de biodiversidade sempre foram tratadas de forma individual por cada país ou pelos blocos políticos da ONU, divididos de forma geográfica: América Latina e Caribe; Países Africanos; Ásia e Pacífico; Leste Europeu e Países Desenvolvidos (oeste europeu, América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Japão). Atualmente, fazem parte do grupo de megadiversos a África do Sul, Bolívia, Brasil, China, Colômbia, Congo, Costa Rica, Equador, Filipinas, Índia, Indonésia, Madagascar, Malásia, México, Peru, Quênia e Venezuela. Essas nações reúnem mais de 70% de toda a biodiversidade do planeta e cerca de 45% da população mundial. Fonte: Biotecnologias.com.br

Cultura de Tecidos Vegetais em Rondônia

A Cultura de Tecidos Vegetais, ou Micropropagação, é uma das áreas da Biotecnologia, e compreende vários métodos de propagação vegetal em laboratório, vegetativamente e sob condições assépticas, também chamados de cultivo in vitro. A utilização destes métodos permite a produção de mudas com alta qualidade fitossanitária, durante todo o ano e em pequeno espaço físico, sob condições controladas. Também possibilita o armazenamento de material vegetativo, com o estabelecimento de bancos de germoplasma in vitro. As culturas in vitro não necessitam de irrigação, adubação, pulverização com defensivos agrícolas e outras práticas que podem ser danosas ao ambiente. A produção através da micropropagação envolve altos custos, pois demanda laboratório especializado, equipamento e material de consumo caros e pessoal treinado. Porém, o custo é compensado pelas vantagens competitivas em relação aos métodos de produção convencionais, o que pode ser comprovado pelo fato de que, atualmente, o processo produtivo de várias espécies e cultivares de interesse econômico utiliza exclusivamente métodos de cultivo in vitro para a produção de mudas.O Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Embrapa Rondônia, implementado em 2007, tem como objetivo a utilização desta técnica para a multiplicação clonal de espécies atualmente produzidas a partir de métodos convencionais, muitas vezes lentos e economicamente menos viáveis, o que pode representar um grande avanço para a agricultura do Estado. Subsidiar tecnicamente o melhoramento de espécies cultivadas e facilitar a integração nos sistemas agroflorestais, a partir do fornecimento de mudas de genótipos de elite, também são perspectivas almejadas. Atualmente, o Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Embrapa Rondônia tem desenvolvido as seguintes pesquisas: Micropropagação de espécies frutíferas nativas da Amazônia; determinação de protocolos para propagação in vitro de espécies ornamentais tropicais; implementação de sistemas de reprodução de clones de Coffea canephora ( café “robusta”) resistentes à ferrugem; propagação de bananeiras resistentes a doenças como a sigatoka-negra e amarela. Fonte: Biotecnologias.com.br

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Rondônia - Cultura e Lazer

Cultura e Lazer 1. Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré Está instalado em um dos galpões que integram o Complexo Turístico Ferroviário de Porto Velho, antigo armazém da ferrovia, no início da Av. 7 de Setembro, principal via da cidade. Ali ainda podem-se observar o prédio da estação de passageiros, os galpões de armazéns - hoje transformados em oficina e Museu, a rotunda, a oficina de manutenções, e a casa de máquinas do Plano Inclinado, já descaracterizada, onde funcionam uma lanchonete e o Museu Geológico. No pátio encontram-se velhas locomotivas e vagões de passageiros recuperados, bem como litorinas e um guindaste sobre trilhos. Uma pequena amostra dos bens que pertenceram ao patrimônio da ferrovia compõe o acervo do Museu da EFMM. Podemos destacar móveis de escritório, relógios de ponto dos ex-ferroviários, carimbos, máquinas calculadoras e de datilografia e cofres. Há também uma "cegonha" e um "velocípede" (usadas no transporte dos feitores que fiscalizavam a linha), equipamentos de oficina como tornos, máquinas de solda, formas para moldagem de peças, etc. Destaca-se em importância histórica, a primeira locomotiva a chegar a Amazônia, a velha e querida máquina 12 - a Coronel Church, de fabricação Baldwin, norte-americana.Horário de funcionamento: de 2a. a 6a. feira, das 8 às 12h e das 14 às 18h. 2. Museu Geológico Funciona na casa de máquinas do antigo Plano Inclinado da EFMM, usado para embarque e desembarque dos produtos escoados pela ferrovia, nos navios que seguiam pelo Madeira até Manaus e Belém. Expõe amostras das principais ocorrências de minerais e fósseis em Rondônia.Horário de funcionamento: 2a. a 6a. feira, das 8 às 12h e das 14 às 18h. 3. Museu Estadual de Rondônia Possui valioso acervo de arqueologia, etnografia, mineralogia e taxidermia, recolhidos e catalogados pelo médico Ary Tupinambá Pena Pinheiro, em décadas de andanças pela região. Está localizado na Av. Presidente Dutra, esquina com rua D.Pedro II.Horário de funcionamento: de 2a. a 6a. feira, das 8 às 12h e das 14 às 18h. 4. Casa do Artesão Comercializa a produção artesanal da região, constituída basicamente de entalhes feitos com madeiras regionais, peças de cipó titica, bombons de cupuaçú e de castanha-do-Brasil, além de eças de confecção indígena. Funciona na Av. Sete de Setembro s/n, próximo à Praça Marechal Rondon.Horário de funcionamento : horário comercial. 5. Memorial Jorge Teixeira de Oliveira Está instalado na antiga residência oficial dos governadores do ex- Território e do Estado, à Rua José do Patrocínio s/n, junto às Caixas d'Agua. Foi criado com o objetivo de preservar e divulgar a história da consolidação do estado de Rondônia, criado sob o impulso de Jorge Teixeira, seu primeiro governador. O Memorial conta com uma exposição permanente de documentos e fotografias que relatam a passagem do "Teixeirão" pela Amazônia, seus trabalhos e luta pelo desenvolvimento do Estado.Horário de funcionamento: 3a. a 6a. feira, das 9 às 12h e das 14 às 18h.Sábados e domingos: das 9 às 12h.Domingos e feriados: das 15 às 18h. 6. Casa de Cultura Ivan Marrocos Espaço cultural, cujo nome é uma homenagem à um dos mais destacados jornalistas do estado, precocemente falecido, tem como seus principais objetivos propiciar à comunidade rondoniense acesso às artes regionais, incentivar e divulgar os artistas locais, apoiando a criação e produção de espetáculos e exposições. Inaugurada em 1996, dentre outras atividades, abriga os Salões de Artes Plásticas de Rondônia/SART. Fica na Av. Carlos Gomes, entre Rogério Weber e Presidente Dutra. 7. Arraial "Flor do Maracujá" O arraial é uma produção da Fundação Cultural do Estado de Rondônia/FUNCER e das Associações Folclóricas de Porto Velho, que promovem anualmente a mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás. Além das apresentações dos grupos folclóricos, comercializam-se comidas típicas regionais como o tacacá, pato ao tucupí, bolos de macacheira e de milho, mungunzá e canjica, sempre presentes nos folguedos juninos da região. 8. Parque de Exposições William Cury Localizado na Av. Lauro Sodré, abriga anualmente a Exposição Agropecuária de Porto Velho, onde comercializam-se gado de corte e leiteiro, suínos e caprinos. A Exposição é acompanhada de um rodeio, onde os peões da região disputam troféus montando touro e cavalos bravios, em provas de laço e de adestramento e habilidades sobre o cavalo. 9. Espaço Alternativo Compreende a área que vai do Hospital de Base de Porto Velho até as proximidades do Aeroporto do Belmont, na Avenida Jorge Teixeira. Aos domingos, a Superintendência do Desporto e Lazer/SUDER, do governo estadual, desenvolve atividades esportivas e culturais neste local. 10. Parque Natural Municipal de Porto Velho Conhecido como "Parque Ecológico" - foi criado em 27/dez/89. Localiza-se em uma área de 200 ha, associado a outros 200 ha de propriedade particular, a uma distância de aproximadamente 13km do centro da cidade. O Parque Natural tem o objetivo de preservar o meio ambiente em seu estado natural e semi-natural, protegendo e conservando diversidades biológicas, proporcionando oportunidades para a pesquisa científica, a educação ambiental, e o lazer. A área onde se localiza apresenta-se em planície aluvial e de baixos terraços, em região típica de florestas. Seu clima é quente e úmido. A precipitação anual ultrapassa os 2.000mm, e a temperatura média anual é de 25 celsius. A região do parque é cortada por vários igarapés e córregos, sendo o principal o igarapé do Belmont. A flora predominante é a subcadocifólia amazônica, em sua maior proporção no estado nativo, e cerca de 20% em área de vegetação secundária ou pioneira. Diversas trilhas permitem aos visitantes do parque contato com a exuberante natureza da floresta amazônica. A Fundação Instituto de Meio Ambiente do município de Porto Velho administra o parque, que dispõe também de um pequeno zoológico, onde algumas espécies regionais podem ser contempladas. As seguintes espécies vegetais são encontradas no parque:cumarú, burití, copaíba, castanheira, angelim, sucupira, seringueira, abiorana, matamatá, aquariquara, faveiro, paxiúba, caranaí, itambá, , tucumã, açaí, babaçú, patauá, bacaba. A fauna, tipicamente da floresta amazônica, registra ocorrências de:pacas, cotias, tatus, veados, jacus, macacos, onças, quatis, socós, araras, inambus, jibóias, garças, papagaios. 12. Parque Dr. José Adelino da Silva Mais conhecido como Parque Circuito, seu nome homenageia um querido pediatra precocemente falecido. Foi instalado em uma fracassada plantação de seringueiras na antiga "estrada dos tanques", hoje Avenida Lauro Sodré, logo após o Parque de Exposições. Entre as seringueiras, dezenas de pessoas exercitam-se diariamente nas trilhas, desde as primeiras luzes do dia. Na mata que dá sequência ao velho seringal, outras trilhas permitem caminhadas em contato com a natureza. Com a área das seringueiras totalmente iluminada, e uma simpática lanchonete na entrada, tem grande frequência noturna, também.

Rondônia - Cultura e Tradições, Personalidade, Influências da cultura indígena, Lendas e Hino

BANDEIRA
Personalidade Marechal Rondon É em homenagem ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, sugerida pelo Antropólogo Roquete Pinto, que o então Território Federal do Guaporé passou a se chamar Rondônia através da Lei 2.731, de 17 de fevereiro de 1956. Reconhecido nacionalmente como o patrono das Comunicações no Brasil, foi Rondon o responsável pela instalação de 2.232 quilômetros de linhas telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas. A empreitada foi dividida em 3 expedições. A primeira iniciada em setembro de 1907 e a última concluída em dezembro de 1909.A tropa de Rondon enfrentou doenças, fome e o ataque dos índios pelas regiões inexploradas por onde passavam. Tendo como lema "morrer se preciso for, matar nunca" Rondon e seus homens enfrentaram os índios Nhambiquaras e os Baroro com extremo respeito e cuidado para não gerar grandes choques no contato entre as duas culturas.Outro fato que merece ser ressaltado na trajetória dessa grande personalidade foi a redescoberta do Forte Príncipe da Beira, às margens do rio Guaporé, em 1906. Rondon descreveu a construção dessa forma: "Forte Príncipe é agora uma ruína, cuja grandiosidade surpreende. A portada parece a de uma catedral e foi emocionado que percorri, quando lá estive, quartéis, paióis subterrâneos, calabouços, capela. Árvores medravam entre as pedras e a densa floresta, em torno, procurava recuperar o terreno perdido (...)"Além de ser o Patrono das Comunicações, Rondon recebeu outro título: Civilizador dos Sertões. E no ano de 1953 ele foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Influências da cultura indígena Índios, os primeiros habitantes de RondôniaA cultura de Rondônia tem suas origens marcadas por uma forte influência da cultura indígena. Dentre os principais povos estão os Karitiana e os Uru-Eu-Wau-Wau, que em contato com outros agentes acabaram vendo parte de suas tradições se perderem.O povo Karitiana compõe-se atualmente de uma população de cerca de 180 índios, vivendo a 95 quilômetros ao sul de Porto Velho ao longo de 89.698 hectares. A língua falada é o Tupi/Arikém. Os primeiros contatos com a chamada "civilização" data do final do século XVII, sendo que o isolamento foi mantido até os primeiros anos do século XX com o aparecimento de personagens históricos como os caucheiros e seringueiros na região. A partir daí observou-se a degradação desse povo com grande parte de seus membros sendo submetidos à escravidão. Observou-se também uma "recuada" territorial ocasionada pela chegada da "civilização". Sendo assim, os Karitiana que viviam às proximidades do atual município de Ariquemes foram tendo que se retirar até as cercanias do Rio Candeias, onde permanecem até hoje. Entre as particularidades dos Karitiana estão as pinturas corporais e faciais, mantidas através dos anos em suas tradições, assim a dança, o artesanato e as manifestações musicais. Outro traço de suas tradições é a poligamia e o casamento entre pessoas da mesma família. Já os Uru-Eu-Wau-Wau têm língua ligada ao Tronco Tupi. São da Família Tupi-Guarani, grupo Tupi-Kawahib. Vivem no relevo central de Rondônia, entre os municípios de Guajará Mirim, Costa Marques, Nova Mamoré, Campo Novo de Rondônia, Monte Negro, Cacaulândia, Governador Jorge Teixeira, Mirante da Serra, Jaru, Alvorada do Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. O contato com o "homem branco" inicia-se na década de 40, iniciando-se uma briga pelas terras centrais do Estado que dirá até os dias atuais. Os principais agressores para esse povo sempre foram posseiros, madereiros e garimpeiros. Foi só no início da década de 80 que o contato entre as duas culturas foi tratado de forma mais cuidadosa, quando um grupo da Funai, liderado pelo indigenista Apoena Meirelles, realizou os primeiros contatos amigáveis com os Uru-Eu-Wau-Wau, que naquela época contavam com uma população de cerca de 800 índios. Os Uru-Eu-Wau-Wau também fazem pinturas corporais, nas cores preta e vermelha. As tintas são fabricadas a partir de jenipapo e urucum. Usam como vestes apenas um cinturão largo de cipó. Seus cabelos são cortados em forma de cuia. As mulheres costumam tatuar seus rostos. Contaminados por doenças trazidas com o contato intercultural, a população Uru-Eu-Wau-Wau sofreu uma diminuição considerável. Atualmente, eles somam pouco mais de 60 índios, divididos em 4 grupos: 20 índios no Posto Indígena do Alto Jamari; 16 no Posto Indígena do Alto Jaru; 10 índios no Posto Indígena Jamari; e 16 no Posto Indígena Comandante Ari. "Nós índios Karitiana surgimos assim: antigamente nós tínhamos Deus aqui em cima desta terra, deste solo. Antigamente não existia gente, macaco, socó, mutum, não existia lontra, não existia pica-pau, cutia, tatu, paca, anta. Os matos já existia. Deus não existia. Deus saiu de dentro de um buraco na casa da cigarra e a Mãe d'água nasceu do olho d'água, e o sapo cururu. A mãe de Deus é a terra".(narrativa dos índios Orlando, Meirelles e Cirino Karitiana sobre a origem do povo Karitiana. In OLIVEIRA, Cleide, Levantamento de dados culturais do Povo Karitiana. 1994) Lendas Pode-se dizer que as manifestações culturais observadas hoje em Rondônia têm sua base em dois momentos históricos e seus respectivos personagens. As influências marcantes da cultura indígena mesclam-se ao resultado do contato desses com os "novos" habitantes do jovem Estado. Habitantes estes que migraram de outras regiões do Brasil atraídos pelas riquezas do ciclo da Borracha e pelas ofertas de emprego através da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Por isso, de um modo geral, as manifestações culturais de Rondônia têm muito em comum com o restante da Amazônia, com botos que "emprenham" as moças, Matintapereiras, Curupiras e Caiporas. Há, entretanto, manifestações peculiares em determinadas regiões com é o caso da população do Guaporé com suas lendas em torno da construção do Forte Príncipe da Beira.Entre as populações ribeirinhas tanto do rio Guaporé, quanto do Madeira, são freqüentes os relatos de seres que vivem ora na água ora em terra, como o boto, por exemplo. Hino Céus de RondôniaLetra: Dr. Joaquim de Araújo LimaMúsica: Dr. José de Mello e Silva Quando nosso céu se faz molduraPara engalanar a naturezaNós os bandeirantes de RondôniaNos orgulhamosDe tanta belezaComo sentinelas avançadasSomos destemidos pioneirosQue nestas paragens do poenteGritam com forçaSomos brasileiros Nesta fronteira de nossa pátriaRondônia trabalha febrilmenteNas oficinas e nas escolasA orquestração empolga toda genteBraços e mentes forjam cantandoA apoteose deste rincãoQue com orgulho exaltaremosEnquanto nos palpita o coração Azul nosso céu é sempre azulQue Deus o mantenha sem rivalCristalino muito puroE o conserve sempre assimAqui toda a vida se engalanaDe beleza tropicalNossos lagos nossos riosNossas matas tudo enfim
Colaboração de texto e fotos: SETUR-RO